Srdan Vasiljevic – Quinto estrangeiro a orientar Angola na fase final

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Foto: DR
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O treinador Srdan Vasiljevic é o quinto estrangeiro a orientar a selecção nacional numa fase final do Campeonato Africano das Nações (CAN) em futebol, onde o precursor é o cabo-verdiano Carlos Alhinho.

O sérvio estará à frente dos Palancas Negras na 32ª edição, que vai decorrer no Egipto, de 21 de Junho a 19 de Julho.

Carlos Alhinho foi o pioneiro que em 1996 comandou o combinado nacional na maior montra do futebol africano.

Nesta prova, o cabo-verdiano levou um leque de jogadores, entre girabolistas e da diáspora, que espalharam o seu perfume em terras sul-africanas, apesar de não conseguir passar da fase de grupos.

Orlando, Neto, Wilson, Hélder Vicente, Paulão, Castela, Fuá, Joni, Quinzinho, Akwá, Túbia, Abel Campos, entre outros, deram mostra da força do futebol angolano, sobretudo na última jornada do grupo A onde empataram a três golos com o “colosso” Camarões.

A segunda participação de Angola no CAN, em 1998, no Burkina Faso, teve à testa o português Manuel Sousa “Necas”.

Os resultados menos conseguidos na fase de grupos acabaram por ditar um novo afastamento ainda na primeira etapa. Empate a três golos com a África do Sul, outra igualdade (0-0) diante do Congo Democrático e derrota de 2-5 frente à Cote d’Ivoie.

Um outro expatriado veio assegurar os Palancas na Taça das Nações Africanas apenas em 2010, evento decorrido em solo angolano.

Novamente um português assumiu o camando: Manuel José, o estrangeiro que teve a melhor prestação, ao atingir os quartos-de-final, sendo eliminado pelo Gana, por 0-1.

Já com o uruguaio Gustavo Ferrin, na última presença, em 2013, na Africa do Sul, o onze nacional teve a pior participação, ao terminar no antepenúltimo lugar (14º), à frente apenas do Níger e Etiópia.

Dois angolanos já orientaram os Palancas Negras em fases finais do CAN, nomeadamente Lito Vidigal e Oliveira Gonçalves, este último a quem coube a proeza de colocar, pela primeira vez, a selecção nos quartos-de-final, no Egipto, em 2006, e de apurá-la, neste mesmo ano, ao Mundial inédito, decorrido na Alemanha.

Oliveira Gonçalves é igualmente o único, dentre todos, a treinar Angola em duas ocasiões. Esteve também no Gana, em 2008. Lito Vidigal foi o técnico em 2012. Nestas duas edições (2008 e 2012), o combinado nacional não foi além da fase de grupos.

Na prova do Egipto, a selecção nacional está enquadrada no Grupo E, ao lado da Tunísia, Mauritânia e Mali. Começam o torneio no dia 24 frente aos tunisinos.

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