O Marketing Digital Centrado na Atracção, Atenção, Aconselhamento e Advocacia da Marca

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Criação: NA
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Por: Bernardino N’Gola

A forma como as empresas se apresentam e interagem com o público-alvo no ambiente offline e online, pode influenciar de forma positiva ou negativa de acordo a percepção que o consumidor pensa sobre a marca ou empresa.

Como as empresas devem interagir com os consumidores em ambiente online é o cerne do presente artigo de opinião. Diante da volatilidade da evolução das tecnologias de informação e comunicação, as empresas devem inserir nos planos de acções marketing e comunicação a componente gestão de conteúdos para as plataformas de comunicação digital baseada nos cinco Ás, designadamente a atracção, atenção, aconselhamento e advocacia da marca como apanágio da economia digital, consubstanciada no percurso do consumidor.

Nalguns casos um consumidor poderá não estar inicialmente atraído pela marca, mas uma recomendação de um amigo leva-o a decidir comprar o produto de bens e serviços, porém neste caso o consumidor passa do estagio da atração para o de atenção e aconselhamento, mas não está no estagio de advocacia da marca, porque para alcançar o estágio de advocacia requer a relação de sentimento e fidelidade para com a marca, refletida na retenção da compra e culmina com advocacia da marca a outrem.

Os benefícios da conectividade no percurso do consumidor é uma das oportunidades de aumentar a atenção e estimula a conversa entre os consumidores. Na era digital, as conversas entre a empresa e o consumidor, nas plataformas institucionais de informação e comunicação providenciam o posicionamento da marca. Um dos quesitos que não deve ser descurado nos planos de acções de marketing digital são as premissas baseada nos cinco Ás. KOTLER, KARTAJAYA e SETIAWAN, em Mudança do Tradicional para o Digital, 2017, “As marcas têm de envolver os consumidores e certificar-se de que o processo de compra e experiencia total de utilização dos clientes é positivo e memorável. Quando os consumidores têm problema de queixas, as marcas devem prestar atenção e certificar-se de que os clientes recebem soluções. ADOLPHO, em 8Ps do Marketing digital, 2012, “Convivemos com estas três crises: tempo, credibilidade e atenção. Elas invadem o nosso dia a dia e fazem com que os hábitos mudem (…). KOTLER, KARTAJAYA e SETIAWAN, em Mudança do Tradicional para o Digital, 2017, “Baralhados pelas massagens publicitárias demasiado boas para serem verdade, normalmente os consumidores ignoram-nas e voltam-se para fontes fiáveis de conselho.

Para os autores a velocidade da mobilidade da conectividade dos consumidores causa falta de tempo para mensurar a eficiência das marcas. A mutação na vida dos consumidores aumenta e a percepção e atenção a marca diminui de modo instantâneo. Porém, através de múltiplos canais de informação e comunicação no ambiente online existe uma densa exposição de produtos, promessas edas marcas e discursos de venda, o que obriga a eficiente gestão de conteúdos digitais de modo interagir de forma permanente com o mercado e perceber as necessidades e desejos com relação a marca.

Em outro prisma os autores, asseveram que as marcas devem optimizar as pesquisas do mercado através das ferramentas do marketing digital devido o factor conectividade que permitem as marcas estarem presente de modo global nos mercados. Para os autores actualmente a fidelização do produto não passa apenas no contacto e experiência nos pontos de vendas, deve ir para além das premissas do marketing tradicional e, o percurso é a conectividade do marketing de conteúdos que possibilita interagir forma directa com os consumidores e transmitir o valor da marca.

Em Angola algumas empresas já começam a tirar vantagens dos consumidores conectados, através das acções de marketing digital que tem como desígnio a gestão de conteúdos o que tem permitido mensurar a pulsação das tendências do mercado e, serem assertivo nas estratégias para o aumento da venda de bens e serviços e posicionamento da marca de acordo a teoria dos cinco Ás. Vejamos caso dos bancos comerciais privados (BAI, BFA) e a empresa de telecomunicação (UNITEL) que para além da venda dos serviços, exploram e trabalham de forma profícua o marketing de humanização da marca.

Perfil

Bernardino Gaspar N’gola –  É mestre em Ciências da Comunicação Marketing e Publicidade, Licenciado em Ciências da Comunicação, pela Universidade Independente de Angola (UNIA), especialista em marketing e comunicação empresarial e especialista em disigner gráfico.

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