Media Training para as fontes e porta-vozes da nova Angola

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Por: Bernardino N’Gola

Tornar o líder da organização em líder de opinião, contribui para melhorar a imagem e transparência da empresa. Todavia, o novo contexto mediático, impulsionado pela globalização e pela instantaneidade de difusão de notícias valoriza a informação.

A mudança de paradigma no que concerne a disseminação de informações institucionais, devido o advento da internet, obriga as empresas prestar contas à sociedade através da utilização da media tradicional ou digital. A media exerce vigilância sobre as instituições pública ou privada, partindo do pressuposto conflito e contraditório de actuação e visão dos diferentes vetores sociais. DUARTE e FARIA, em Media Training,” o panejamento e execução do media training são de extrema importância e representam uma grande responsabilidade da assessoria de comunicação. É uma função vital em assessoria de imprensa, tanto para ajudar as fontes a se apresentarem de maneira adequada quanto para a imprensa e a sociedade o ter a melhor informação possível”.

Na nova Angola está ser normal e de modo reiterado, assistir, ouvir na media as fontes e porta-vozes da nova Angola, prestarem informações de cariz público que comovem a sociedade, mas denotam sorrisos, usam óculos escuros, usam vestes corporativas de outras empresas ou de clubes desportivos que não são da organização do interlocutor e nalguns casos notamos vícios de linguagem e falta de dicção e oratória durante a explanação. DUARTE e FARIA, asseveram que “capacitar fontes e porta-vozes para compreender a dinâmica da media e interagir com os jornalistas são investimentos de retorno certo para criar e fortalecer uma boa cultura de comunicação e obter resultados mais efetivos”.

Treinar fontes e porta-vozes que representam as instituições, pública ou privada, e defendam a imagem, missão, valor e visão se torna cada vez mais imprescindível para o novo contexto em Angola. O treinamento em mídia training é um pressuposto da assessoria de comunicação para as organizações que pretendem firmar-se no mercado, em pleno século XXI, possibilita a comunicação objectiva, concisa e assertiva.

DUARTE, em Assessoria de Imprensa e Relacionamento Com a Mídia, “o trabalho de media training se inicia com a escolha do porta-voz, que nem sempre é o chefe principal da instituição. Com isso, é necessário estimular a expressividade, a firmeza, a clareza, a objectividade, a firmeza na fala, desenvolver a capacidade de improviso e de argumentação”. ASSAD e PASSADOR, Media Training: Como Construir uma Comunicação Eficaz com a Imprensa, “media training não é apenas um treinamento para momentos de crise institucional, mas que deve ser feito assim que possível porque é uma espécie de seguro das empresas”. VILLELA, no livro, Quem tem Medo da Imprensa? Diz que “media training não é uma técnica desenvolvida para manipular atuação dos jornalistas ou minimizar a acção da imprensa, ao contrario, ela ajuda a evitar enganos, distorções e omissões.

Todavia, consideramos que a capacitação de fontes e porta-vozes é um dos apanágios da assessoria de imprensa que mais se notabilizou nos últimos anos, em países que primam por uma gestão aberta de acordo os ditames da comunicação corporativa com âncora na democracia moderna, onde os actos públicos são descortinados pela media, cujo objectivo principal é dar voz a que não tem voz. Porém, é urgente que na nova Angola haja capacitação constante aos assessorados, políticos, religiosos e outros de modo a perceberem proficuamente as necessidades da media, serem proactivo e aproveitarem as várias nuances para transmitirem mensagens de maneira eficiente e influenciar os stackeholderes.

Perfil

Bernardino Gaspar N’gola – É mestre em Ciências da Comunicação Marketing e Publicidade, Licenciado em Ciências da Comunicação, pela Universidade Independente de Angola (UNIA), especialista em marketing e comunicação empresarial e especialista em designer gráfico.

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