Kimbo Liombembwa inicia cadastramento a crianças que irão para Alemanha

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Fotos: Nambi Wanderley
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Por: Victória Pinto 

A organização não-governamental Kimbo Liombembwa em cooperação com a sua Congénere Friendensdorf Internacional, através do projecto “Mwenho” no domínio da saúde, deu início nesta segunda-feira no hospital Pediátrico David Bernardino o cadastramento de crianças que irão para Alemanha ainda este mês. 

A Kimbo Liombembwa através da Friendensdorf tem levado para a Alemanha duas vezes ao ano mais de cem crianças oriundas de várias províncias do país com patologias graves, que por razões de vária ordem Angola não têm tido recursos suficientes para saná-las. 

Sófia Pemba Ticoróso, mãe de uma das pacientes, falou da importância do projecto para os pais com crianças que possuem patologias, das quais não há solução no país. Para o caso de sua filha que tem 2 anos, Sófia terá que esperar até a menina completar 4 anos para ser novamente observada e se possível ser cadastrada.

“Estou aqui por causa da minha filha, ela esta com deficiência no braço direito. A Kimbo Liombembwa é uma organização muito importante na vida das pessoas que se vêm sem solução, ela resolve a situação das crianças para serem saudáveis e sem precisar pagar por isso”.

Ao longo de aproximadamente 15 (quinze) anos, de parceria com a congénere alemã FRIEDENSDORF INTERNATIONAL, mais de 2 mil crianças angolanas evacuadas para a República da Alemanha e submetidas a rigorosos tratamentos, regressaram munidas de medicamentos e de ajuda humanitária.

Antes da viagem, os pacientes passam por uma triagem médica. As crianças dos diversos pontos de Angola, recebem tratamentos de ortopedia, cirurgia plástica e dermatologia. Além da guia médica, para serem selecionados, os pacientes precisam de documentos como o passaporte, seis fotografias tipo-passe, cópias do Bilhete de Identidade dos pais e do paciente, termo de responsabilidade e três testemunhas. 

De acordo com a enfermeira Domingas Figueira, voluntária do projecto a mais de dez anos, várias são as crianças que vão em estado crítico e voltam boas, a título de exemplo mencionou o caso das 57 (Cinquenta e Sete) crianças levadas em  Maio do corrente ano para a Alemanha e após 6 (seis) meses de permanência em Dinslaken, os referidos petizes chegarão dentro de dias ao nosso país saindo do Aeroporto Internacional “4 de Fevereiro” para sede do Kimbo Liombembwa, no Hospital Pediátrico Dr. David Bernardino, para se juntarem aos seus familiares que os aguardam expectantes.

Severina Neto Sinalto, médica pediatra e secretária geral da Kimbo Liombembwa, declarou ao Notícias de Angola que a fluência nesta temporada é grande, mas a equipa teve seis meses para fazer o cadastramento das patologias e que desta vez a idade compreendida é dos seis aos 11 anos de idade.

Severina Neto Sinalto, médica pediatra e secretária geral da Kimbo Liombembwa

“Tivemos seis meses para fazer o cadacadastramento das patologias, com excepção dos casos neurológicos, fisioterapia, meningite, psicose malasca e cancro, temos colaboradores de Cabinda a Cunene. As juntas não poderão ajudar todas as patologias, crianças e adultos, nós estamos na vertente das crianças porque é o futuro do amanhã.”

Além de contar com o apoio da Sogester que se juntou a causa desde 2007, dando suporte a nível de alimentação, hospedagem e transporte, a Kimbo Liombembwa, conta também com a colaboração activa de 9 ex-pacientes que foram curados na Alemanha.

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