João Lourenço símbolo de mudança em Angola

Redação NA

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Foto: DR
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Depois dos 40 anos de governação do ex-presidente José Eduardo dos Santos, João Manuel Gonçalves Lourenço trouxe uma mudança que fez com que os Angolanos passassem a registar um “alívio de liberdade”, tornando-se assim num amigo de todos.

A nova Angola surgiu no dia 26 de Setembro de 2017, onde o mundo testemunhou o começo de uma nova caminhada, com pesados desafios políticos, económicos, sociais e não só.

A tomada de posse de João Lourenço, como 3.º estadista na República angolana, foi vista como uma oportunidade singular para se dar início a uma difícil e ousada luta contra poderosos grupos económicos instituídos durante a deputação do antigo Presidente José dos Santos, e contra promotores da impunidade.

No seu discurso de investidura, o presidente de todos Angolanos admitiu haver dificuldades em trabalhar, mas prometeu uma justiça de igualdade para todos e um combate cerrado aos que, por via de práticas marginais, viessem lesar o Estado.

“Ninguém é suficientemente forte para que não possa ser julgado, nem pobre de mais para que não possa ser defendido”, dizia o novo chefe do Estado angolano, apontando o caminho para uma das maiores lutas do seu mandato que já vai entrar no seu terceiro ano.

Diplomacia económica

No capítulo da diplomacia económica, o Presidente da República deslocou-se a outros países, com o objetivo de reforçar as relações de amizade e de cooperação, atrair investimentos estrangeiros e encontrar linhas de crédito.

Segundo João Lourenço, a diplomacia económica resultou num financiamento no valor de 11,2 mil milhões de dólares.

Os resultados do empréstimo do Fundo Monetário Internacional (FMI) têm sido favoráveis à economia do país, como mostra a diminuição do fosso entre a taxa oficial do dólar americano e a do mercado paralelo, que, em menos de dois anos, passou de 150 por cento para 30 por cento.

A expectativa das autoridades angolanas é de que, ao lado de outros países africanos e com o apoio de parceiros internacionais, Angola passe de mero exportador de matérias-primas para produtor de bens manufacturados e industrializados, podendo criar, internamente, maior oferta de produtos, serviços e emprego.

Nova gestão nas empresas públicas e institutos

Insatisfeito com a gestão da maioria das empresas e dos institutos públicos, João Lourenço procedeu a uma série de exonerações e nomeações de membros de conselhos de administração.

Nesta cruzada, foram visadas em primeiro lugar empresas públicas como  Sonangol, Endiama, Sodiam, Banco Nacional de Angola  (BNA), Banco de Poupança e Crédito (BPC), Fundo Soberano, TAAG, Caminhos-de-Ferro de Luanda, Ferrangol, ENDE, Prodel, RNT, ZEE Luanda-Bengo e Caminhos-de-Ferro de Angola.

Alargamento das telecomunicações

No âmbito da reestruturação em curso, o Estado vai privatizar 45 por cento do capital social da empresa pública Angola Telecom, que, hoje, se dedica apenas à rede fixa.

Foi lançado um concurso público internacional para a escolha da quarta operadora de telefonia, num mercado dominado pela Unitel e pela Movicel.

A privatização parcial da Angola Telecom, em processo de reestruturação, permitirá garantir o investimento necessário à sua entrada, também, nas comunicações móveis.

O mesmo acontecerá com a quarta licença, cujo concurso público já realizado foi anulado pelo Presidente da República, por vícios no processo de escolha de concorrentes.

Ao discursar terça-feira última, em Nova Iorqie, nos Estados Unidos, na 74.ª Sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas, o Estadista angolano solicitou o fim do embargo económico imposto, há décadas, a Cuba, por ser “injusto, à luz do Direito Internacional”.

Solicitou, na mesma ocasião, o fim da guerra comercial entre os Estados Unidos e a China, devido às suas consequências nefastas na economia mundial.

Em plena sede da ONU, Nova Iorque, o Presidente João Lourenço reiterou a necessidade de se alargar o número de membros permanentes do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU), contemplando, igualmente, África e a América do Sul.

Justificou tal desiderato pelo facto de a actual composição, que contemplou as potências vencedoras da Segunda Guerra Mundial , já não reflectir sobre a necessidade de um mais justo equilíbrio geoestratégico mundial.

Lembrou que Angola tem procurado dar a sua modesta contribuição, na medida do possível, à prevenção ou resolução de conflitos, sobretudo na região da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral  (SADC),  dos Grandes Lagos ou da África Central, como foi o mais recente caso do Memorando de Entendimento entre o Rwanda e o Uganda, assinado em Luanda, a capital angolana.

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