Igreja Universal do Reino de Deus desmente acusações de tráficos de crianças em Portugal

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A Igreja Universal do Reino de Deus (IURD) desmentiu hoje que as acusações de rapto e de  esquema de adoção ilegal de crianças portuguesas num lar mantinha em Lisboa é fruto de “uma campanha difamatória e mentirosa”.

De acordo com o comunicado divulgado a partir do Brasil, a igreja brasileira afirmou que aa investigção realizada pelos repórteres portugueses de televisão (TVI) baseia-se no depoimento falso de um ex-bispo chamado Alfredo Paulo, que teria sido expulso da igreja por conduta imprópria.

A (IURD) acrescenta ainda que “os seus membros, em Portugal e fora do país europeu, apresentarão inúmeras ações contra a TVI em Portugal e no exterior”.

Num vídeo divulgado pela Igreja Universal num canal oficial do Youtube dois jovens chamados Vera de Andrade e Louis Carlos de Andrade, netos de Edir Macedo, que foram adotados no lar mantido pela igreja em Lisboa, pronunciaram-se alegando que a reportagem da TVI fez acusações que não são verdadeiras.

“A TVI está a dizer coisas a nosso respeito que não são verdadeiras. Estão a dizer que fomos raptados pela cúpula da Igreja Universal. Nós não fomos raptados, fomos adotados de forma legal por uma família americana e vivemos até os nossos 20 anos com esta família nos Estados Unidos”, disse Louis Carlos.

“Queremos dizer à TVI que não é justo, de forma nenhuma, o que eles estão a fazer connosco. E queremos o direito de resposta”, adianta o vídeo. Na noite de segunda-feira, a TVI iniciou a exibição de uma série de reportagens denominada “O Segredo dos Deuses”, na qual noticia que a IURD esteve alegadamente relacionada o rapto e o tráfico de crianças nascidas em Portugal.

Os supostos crimes teriam acontecido na década de 1990 com crianças levadas para um lar em Lisboa, que teria alimentado um esquema de adopções ilegais em benefício de famílias ligadas à IURD que moravam no Brasil e nos Estados Unidos.

Entretanto, o Ministério Público português abriu um inquérito sobre esta alegada rede de adoções ilegais de crianças portuguesas ligadas à IURD, disse segunda-feira à Lusa a Procuradoria-Geral da República.

“Existe um inquérito relacionado com essa matéria, tendo o mesmo sido remetido ao DIAP [Departamento de Investigação e Acção Penal de Lisboa] para investigação”, adiantou a Procuradoria-Geral da República numa resposta enviada à Lusa.

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