Cabo Verde tem mais telemóveis activos do que pessoas

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Foto:DR
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A Agência Reguladora Multi-sectorial de Cabo Verde acaba de divulgar dados que deixam perceber a existência no mercado de mais de 600 mil números de telemóveis registados e activos, o que não deixa de ser surpreendente num país que apenas tem cerca de meio milhão de habitantes.

Para aumentar a surpresa, a mesma entidade refere que estes números revelam uma redução de quase um por cento em relação ao ano passado, no que toca ao total de aparelhos celulares activos. Estes dados deixam perceber, segundo a mesma entidade, a consolidação muito significativa do actual avanço tecnológico em Cabo Verde que se reflecte também na existência de mais de 350 mil assinantes dos serviços de Internet.

Em contrapartida, apenas cerca de 10 mil cidadãos possuem assinatura de televisão por cabo e pouco mais de 60 mil ainda usam o telefone fixo.

Ainda de acordo com os dados divulgados pela Agência Reguladora Multi-sectorial de Cabo Verde, nos últimos oito anos o país registou uma subida muito significativa do número de pessoas que têm acesso às comunicações móveis, que, contudo, registou uma ligeira diminuição durante o ano passado. Os mesmos dados referem que o tráfego registado nas redes móveis totalizou em 2018 quase dois milhões de minutos, o que representa um crescimento de 24 por cento em relação ao ano anterior.

Polémica com Embaixada norte-americana

A venda de um liceu, na cidade da Praia, aos Estados Unidos, por quase 5,6 milhões de dólares, está a ser fortemente criticada pela oposição, mas o Executivo cabo-verdiano respondeu dizendo que se trata de um “óptimo negócio.”

Numa portaria publicada esta semana no Boletim Oficial, os ministros das Finanças e dos Negócios Estrangeiros informaram que o Governo mandou vender a Escola Secundária Cónego Jacinto, na Várzea, aos Estados Unidos que vão aproveitar o edifício e juntar um terreno anexo para ali construir a nova Embaixada em Cabo Verde.

Na portaria conjunta, o Executivo cabo-verdiano explicou que o espaço “não se adequa às necessidades futuras, devido ao crescimento populacional na área abrangida e a integração de ensino do 1º ao 12º ano de escolaridade.”

O Governo notou ainda que o projecto da nova Embaixada dos EUA vai ter impactos na geração de postos de trabalho, na dinamização da economia e na relação protocolar existente entre os dois países.

“Para nós, toda e qualquer Embaixada ou representação diplomática tem o direito a espaços dignos para construção. Mas, não à custa do património edificado do Estado”, escreveu a líder do Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV), Janira Hopffer Almada, numa publicação na rede social Facebook.

A líder partidária deixou uma série de perguntas ao Governo na publicação e disse que “é hora de o povo começar a dizer que escolheu um Governo para governar e não para vender a terra.”

Em conferência de imprensa, em São Vicente, o presidente da União Cabo-Verdiana Independente e Democrática (UCID), António Monteiro, também se posicionou contra o negócio, considerando que “vender uma escola é vender a alma de um povo.”

“A atitude do Governo foi pouco pensada, sem uma reflexão profunda sobre os seus impactos sociais sobre a comunidade da Várzea e da cidade da Praia”, considerou o dirigente partidário, citado pela agência Inforpress.

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