Benguela: Prevalência do HIV/Sida estimada em dois porcento

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Benguela – A taxa de prevalência do HIV/Sida na província de Benguela, cuja população está estimada em dois milhões, trinta e seis mil e 666 habitantes, segundo o Censo de 2014, é de dois porcento, soube-se nesta quinta-feira, no município do Cubal.

Segundo o secretário executivo da Rede Angolana das Organizações e Serviços de SIDA (ANASO), António Coelho, que falava à Angop, a propósito das jornadas técnico-científicas do hospital missionário “Nossa Senhora da Paz” que decorrem no centro de pesquisa em saúde da Universidade Katyavala Buila, de 16 a 17 do corrente, o nível de cobertura de tratamento da doença anda a volta de 24 porcento.

António Coelho explicou que esse baixo nível de cobertura de tratamento acontece porque grande parte das pessoas que necessitam de assistência encontra-se em zonas de acesso difícil ou com serviço de saúde praticamente inexistente.

Para o secretário executivo da ANASO, a pandemia encontra-se disseminada em vários estratos sociais, sendo os factores determinantes, a pobreza, o analfabetismo, o início precoce da prática sexual por jovens adolescentes, entre outros.

Sem avançar números, António Coelho informou que, de uma maneira geral, os números no país têm estado a subir e que Benguela não foge a regra.

Apesar dessa realidade, frisou que as jornadas são um espaço de interacção e concertação de pontos de vista diferenciados, pois é preciso que o país encontre respostas rápidas para essa realidade.

Por outro lado, lamentou a ausência das autoridades locais no evento, que visa a busca de soluções para o combate do HIV/Sida, num momento em que o país empreende um programa denominado “Nascer livre para brilhar”, encabeçado pela 1ª Dama da República, Ana Dias Lourenço, com o mesmo propósito.

“Não se percebe, como pode ser possível que nenhuma autoridada se faça presente, quando está em discussão um assunto tão actual como é o HIV/Sida”, desabafou o secretário executivo da ANASO.

Por seu lado, o médico espanhol Israel Molina, participante das jornadas, valorizou os temas em debate, referindo que o espaço está a ser essencialmente dedicado a partilha de conhecimentos sobre a doença e a probabilidade de tratamento eficaz, usando uma série de medicamentos de reconhecida qualidade.

Citou os chamados “inibidores de integração” como alguns dos medicamentos que já são utilizados em várias partes do mundo, porém reconheceu que muitos governos apresentam incapacidade para a sua aquisição devido a alta dos seus preços.

Participam do certame quadros seniores da faculdade de medicina da Universidade Katyavala Bwila, de diversas unidades hospitalares e especialistas estrangeiros em saúde.

FONTE: Angop

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